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montesclaros.com - Ano 26 - quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Estudo brasileiro ganha "o Nobel de biologia". Foi entregue na Suíça e "estuda" cobra que está em quase 70% dos acidentes. (Recentemente matou ex-vereador em M. Claros. Agricultor é processado por matar 36 cobras da espécie)

Quarta 09/09/26 - 6h57

Estudo de pesquisadores brasileiros que envolveu pisar mais de 40 mil vezes em uma jararaca com uma bota de proteção rendeu a eles o Prêmio Ig Nobel de biologia.

A premiação, entregue na última quinta-feira em Zurique, é organizada pela revista de humor científico Annals of Improbable Research e homenageia descobertas inusitadas que fazem as pessoas rirem e, depois, pensarem.

O experimento teve como objetivo entender o que leva ou não uma serpente a picar um humano.

Os cientistas pisaram repetidamente na cobra em diferentes temperaturas e horários para testar as reações do animal.

Apesar do reconhecimento, o estudo enfrentou polêmicas.

O artigo foi retratado pela revista Scientific Reports após uma inconsistência na interpretação da palavra “pisada”, que deveria ser entendida como “tocar levemente com o pé”.

O termo também gerou problemas éticos, pois o Instituto Butantan não havia aprovado o uso de filhotes de serpentes nem o ato de pisar nas cobras.

Um dos pesquisadores chegou a ser afastado do projeto após ser picado quatro vezes por serpentes e sofrer reações alérgicas ao veneno e ao soro antiofídico.

Diferente do Prêmio Nobel, o Ig Nobel não oferece premiação em dinheiro. Os vencedores recebem uma cédula de dez trilhões de dólares do Zimbábue.



O Norte de Minas tem alta frequência de acidentes com jararacas.

A jararaca (Bothrops jararaca) é a cobra mais comum em diversas áreas do Brasil, especialmente no Sudeste, e é a principal responsável por acidentes ofídicos no país, concentrando cerca de 69% das ocorrências.

No Norte de Minas, o encontro da jararaca é noticiado com frequência em situações que ilustram bem sua insidiosa presença.


Em áreas urbanas, o Corpo de Bombeiros já capturou jararacas dentro de residências em Montes Claros, Francisco Sá e Porteirinha, além de uma encontrada dentro de um carro também em Montes Claros.


Ocorrências fatais são registradas, como a de um ex-vereador de Montes Claros que morreu após ser picado por jararaca.


A grande quantidade de notícias sobre capturas e acidentes demonstra que o encontro com a jararaca é algo rotineiro na região, seja em áreas rurais ou urbanas.


No entanto, não há registros de que "pisar" nelas seja prática comum.

A ideia de "pisar" remete ao experimento dos pesquisadores que ganharam o Prêmio Ig Nobel.

Na vida real, o ato de pisar em uma jararaca é um acidente.

A orientação é sempre evitar o contato com qualquer serpente e acionar o Corpo de Bombeiros (193) para a captura do animal.







O ex-vereador de Montes Claros que morreu após ser picado por jararaca é Cosme Soares Vieira.

O acidente aconteceu na tarde da quinta-feira 5 de junho de 2026.

Ele foi atingido quando se aproximou de pé de abóbora no quintal de sua casa, no distrito de Ermidinha.


Tinha 70 anos, chegou a ser internado no Hospital Universitário Clemente de Faria.

Teve comprometimento dos rins e não resistiu.

Morreu na noite de terça-feira, 10 de março de 2026.

Detalhe: recentemente, em S. Paulo, pessoa que matou duas dezenas de jararacas em seu quinta está sendo processada.


O agricultor matou 36 cobras da espécie jararaca que estavam escondidas em barracão de sua propriedade rural.

Segundo o produtor, a decisão foi tomada por medo de ataques às pessoas e aos animais da fazenda.

Pela atual legislação brasileira, matar animais silvestres sem autorização configura crime ambiental.

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