Advogado foi preso, pela manhã, em S. Paulo: "...dezenas de produtores rurais, transportadores e comerciantes procuraram a Polícia Civil e relataram os prejuízos, que já ultrapassam R$ 2,5 milhões"
Quinta 21/05/26 - 13h55
Preso em São Paulo suspeito de aplicar golpes milionários no Norte de Minas
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quinta-feira (21/5), a operação Pecus Fraudis, que resultou na prisão de um advogado, de 40 anos, investigado por envolvimento em um esquema criminoso de fraudes milionárias relacionadas com compra e venda de gado no Norte do estado.
O alvo foi detido na capital paulista, com apoio operacional da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Segundo as investigações da PCMG em Janaúba, o suspeito passou a atuar intensamente no ramo pecuário a partir de agosto do último ano, realizando negociações na região.
Contudo, os golpes teriam se intensificado entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
Nesse período, dezenas de produtores rurais, transportadores e comerciantes procuraram a Polícia Civil e relataram os prejuízos, que já ultrapassam R$ 2,5 milhões.
Diante dos elementos já reunidos no curso do trabalho investigativo, além da prisão preventiva do suspeito, a PCMG representou por sequestro e bloqueio de bens, assim como por mandado de busca em endereço vinculado ao investigado.
Em São Paulo, foram apreendidos documentos, cheques e outros materiais considerados relevantes para o avanço das apurações.
Esquema
Conforme apurado, o investigado utilizava o nome, a estrutura e a credibilidade de um grande grupo empresarial no qual trabalhava, pertencente a um parente, para conferir aparência de legalidade às negociações.
Ele se apresentava como sócio, proprietário ou representante das empresas, utilizando uniforme, crachá corporativo, veículos identificados e a estrutura empresarial para conquistar a confiança.
De acordo com a delegada Glenia Balieira Torres Aquino, as investigações apontam que o suspeito adquiria grandes quantidades de bovinos mediante emissão de cheques sem fundos, muitos deles em nome de terceiros e integrantes do núcleo familiar.
“Em alguns casos, realizava pagamentos parciais via Pix para reforçar a credibilidade das negociações e induzir as vítimas em erro”, pontua.
Os levantamentos indicam também que, após a retirada dos animais, o gado era rapidamente transferido para propriedades rurais utilizadas como base logística do esquema criminoso, sendo posteriormente revendido em leilões agropecuários e negociações realizadas em cidades da região, antes mesmo da compensação dos cheques entregues às vítimas.
Crimes investigados
Durante a investigação, foram reunidos registros agropecuários, notas fiscais, guias de trânsito animal, dados financeiros, relatórios de inteligência policial e outros elementos probatórios que indicam, em tese, a prática dos crimes de estelionato qualificado, lavagem de capitais e associação criminosa.
“As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos no esquema, rastrear ativos financeiros e aprofundar a apuração sobre a cadeia de comercialização dos animais negociados de forma fraudulenta”, finaliza a delegada.
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Resumo:
Advogado suspeito de aplicar golpes milionários na compra e venda de gado no Norte de Minas é preso em São Paulo durante operação da Polícia Civil.
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14h51m, quinta-feira, do jornal O Tempo, de BH:
Advogado suspeito de golpes milionários com venda de gado no Norte de Minas é preso em São Paulo
Segundo a PCMG, prejuízos causados por esquema criminoso ultrapassam R$ 2,5 milhões
Maria Cecília Almeida
Um advogado de 40 anos, investigado por envolvimento em um esquema de fraudes milionárias relacionadas à compra e venda de gado no Norte de Minas, foi preso na manhã desta quinta-feira (21/5). A prisão ocorreu na capital paulista durante a operação Pecus Fraudis, com apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
De acordo com a PCMG, o suspeito passou a atuar intensamente no ramo pecuário a partir de agosto do ano passado, realizando negociações na região. No entanto, conforme a corporação, os golpes teriam se intensificado entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Dezenas de produtores rurais, transportadores e comerciantes procuraram a delegacia relatando prejuízos financeiros que já ultrapassam R$ 2,5 milhões.
Durante a operação, além da prisão preventiva, a PCMG cumpriu mandado de busca em um endereço ligado ao investigado e representou pelo sequestro e bloqueio de bens. Em São Paulo, foram apreendidos documentos, cheques e outros materiais considerados importantes para o avanço das investigações.
Conforme apurado pela Polícia Civil, o homem utilizava o nome, a estrutura e a credibilidade de um grande grupo empresarial pertencente a um parente para dar aparência de legalidade às negociações. Segundo a corporação, ele se apresentava como sócio, proprietário ou representante das empresas, utilizando uniforme, crachá corporativo, veículos identificados e a estrutura empresarial para conquistar a confiança das vítimas.
Ainda segundo as investigações, o suspeito comprava grandes quantidades de bovinos com cheques sem fundos, muitos deles emitidos em nome de terceiros e familiares. Os levantamentos também apontaram que após a retirada dos animais, o gado era rapidamente transferido para propriedades rurais usadas como base logística do esquema criminoso. Depois, os animais eram revendidos em leilões agropecuários e negociações realizadas em cidades da região antes mesmo da compensação dos cheques entregues às vítimas.
A Polícia Civil informou que reuniu registros agropecuários, notas fiscais, guias de trânsito animal, dados financeiros, relatórios de inteligência policial e outros elementos que indicam, em tese, a prática dos crimes de estelionato qualificado, lavagem de capitais e associação criminosa.


